Há 6 dias
Trova para dois amigos
Venho nesta manhã cinzenta.
Fiquei palavras a procurar, fiquei nessa a cismar.
Esses verso não precisavam nem rimar.
Venho para serviço nessa manhã derradeira.
Por que tenho certeza os vou encontrar.
Para mim gente boa não dá em parreira,
lá na labuta algumas amizades são verdadeira.
Cito algumas,
por que outras não valem
coisa nenhuma.
Um anda de bengala com a perna num repucho.
Esse é cabra macho é lutador, ele faz trova de gaúcho.
Se eu tiver uma duvida pergunto sem sarandeio,
ele responde logo sem rodeio.
Tem um outro que é pensador é muito hilário.
Procuro sinônimos para definí-lo e não encontro,
procuro no dicionário inteiro.
Mas sei, que o que mais gosta é de pensar no salário.
...
Ora, quem não gosta?
Também puderá, ele faz projeto, listas e a até proposta.
Nada mais justo no final mes, poder comprar o que gosta.
Junta dinheiro, não gasta um tustão,
esse é meu companheiro no chimarrão.
Poderia dizer que são meus colegas,
contudo estão sempre ali juntos comigo.
Estamos juntos, ouvindo choramingo.
Por isso posso tomar a liberdade de chamá-los de AMIGOS.
Fábio Zündler
Dez 2015
Poesia classificada no Prêmio Poetize 2015 da Editora Vivara.
A poesia "Um dia estranho" foi classificada entre 2.420 poesias, juntamente com mais 249 poesias. Em breve será lançada em um livro coletânea do concurso, editada pela Editora Vivara.
Um dia estranho
Hoje logo cedo ao entrar no banho
junto
com a água caiu uma percepção,
que
se tratara de um dia estranho,
ainda
não sei porque de tal concepção.
Quem
sabe no romper da melancolía,
no
transcorrer das horas, venha ter uma epifania.
Talvez
nas palavras de uma jovem senhora,
que
louca, joga besteiras da boca para fora.
É
sempre assim, que picardia,
ainda
acabo com essa mania,
de
deixar a água que escorre sobre mim
misturar-se
com os pensamentos e mudar meu dia.
Fábio
Zündler
Poema penado
notei que aquele velho poema
não mais existia.
Até ontem estava grafado na página 3!
Eram versos moribundos
mas nunca deixei de lê-los.
Era como se fosse aquele ancião,
que todos respeitam por seus conhecimentos.
Versos antigos,
porem nunca esquecidos.
Preocupa é que tais versos
tenham partido se achando ultrapassados.
Fiz esses versos em uma noite fria de inspiração,
reconheço que eram mal-acabados.
Foi sem se despedir...
Não deixou uma estrofe se quer,
sem rastros de recitação.
Será que existe céu de poesias
ou virou um poema penado?
F. Zündler
3.11.2015
Bom p'ra morrer!
Pensando bem sempre que repouso,
meus pés endurecem de tão frios.
Melhor esperar aquecer.
Janeiro sim, é um bom mês para morrer!
Refletindo bem, é pior.
Sempre que deito começo a suar.
Melhor esperar,
melhor esquecer.
F.Zundler
6/15
imprevisibilidade a anunciação
"A imprevisibilidade da morte
é o que mais me assusta na vida,
ainda assim prefiro-a
do que tê-la anunciada."
F. Zündler 4/2015
Amargo
Um novo alvorecer surge na cidade,
que outrora brotava umidade.
Mofadas paredes descascadas,
imaginava-me singrar em cascatas.
A tarde compassível,
nem sempre compreensível,
encardia o horizonte.
Enquanto sorvia o amargo,
procurava algum sentido
no que parecia perdido,
porem não comedido.
Meu último mate foi - enternecido,
como poesia incompleta, sem Rimas.
Meu último mate foi - encarecido com lágRimas.
Fábio
03/2015
inquietude
É puro lamento
o habitué dos pensamentos.
A saudade já é pertencimento.
A alma permeia pela inquietude.
Regozijo-me em tudo que é rude,
enquanto habito tudo aquilo que aludo.
Fábio Zundler
02/2015
Portos e Passagens
As
pessoas podem ser como navíos,
eu
me transmorfo em porto,
ora
alegre, ora triste,
assim
prefiro.
Atraco
barcos que estão de passagem,
e
ao seguir seus destinos
querendo
ou não,
deixam
presentes que ficarão passados,
mas
nem por isso deixarão de serem lembrados.
Eu
os guardo,
Eu
os guardo para meus momentos nostálgicos.
12/2014
Um dia estranho
Hoje logo cedo ao entrar no banho
junto
com a água caiu uma percepção,
que
se tratara de um dia estranho,
ainda
não sei porque de tal concepção.
Quem
sabe no romper da melancolía,
no
transcorrer das horas, venha
ter uma epifania.
Talvez
nas palavras de uma jovem senhora,
que
louca, joga besteiras da boca para fora.
É
sempre assim, que picardia,
ainda
acabo com essa mania,
de
deixar a água que escorre sobre mim
misturar-se
com os pensamentos e mudar meu dia.
Ao
amigo Alesandro pelo desafío dado.
Fábio
Zündler
4/12/2014 10:36
Maldita
Tinha me livrado dela.
Parece que foi ontem.
Praticamente tinha expulsado ela de dentro de mim.
Ela voltou querendo me destruir.
Ela chega a provocar arrepios.
Maldita.
Maldita Gripe!!!!
SemiMorta
Nada importa,
se quem importa não se importa.
Absorta em pensamentos,
pois amor exporta.
Comporta tantos sentimentos,
lágrimas já não suporta.
Insiste no afeto natimorto,
nada conforta, se sente semimorta.
Não totalmente,
Sente o fluxo na aorta,
quando alguém bate a sua porta.
Fábio
0ut 2014
Passado
se ainda não através da viajem no tempo,
façamos pelas fotografias,
admirar instantes de outrem, pseudo-vivenciar.
Momentos perpetuados e petrificados
para “quase” todo o sempre,
nada é eterno na sua originalidade.
Nostalgia,
pudesse eu, escolher um momento para reviver,
nem que fosse pelo simples tempo do flash.
A cada retrato um bloco de vida armazenado!
Fábio Zündler
Viajem
Hoje nada tem aquele gostinho de vida,
toda letra de canção é desprovida e
os caminhos do pensamento são só de ida.
Não tenho passagem,
Não tenho bagagem,
Não tenho coragem.
Parto do inverno
chego sei lá Deus onde,
amém.
Se fiz por merecer,
talvez chego até o inferno.
Pode ser que vá um pouco mais,
além.
A viajem é clandestina,
no último vagão,
trilhos tortuosos,
extrema escuridão.
Vou de trem.
Fábio Zündler
08/2014
Leia meus versos!
As poesias que escrevi coloquei juntas
com as do Quintana na prateleira.
Não que eu seja digno de tanto,
mas só assim,
pode ser que por um descuido, leias.
Então entenderás tudo o que permeia o meu canto.
Não me leve a mal, que perdi o encanto.
Alimentei ilusão, ganhei desencanto,
e no entanto,
se apenas tivesses lido meus versos,
teria evitado agora teus prantos.
Fábio Zündler
7/2014
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