
É química, é tinta,
desliza aos poucos sobre o papel.
No sentido de linhas retas,
escreve-se certo,
escreve-se errado.
Linhas tortas ou paralelas,
seja santo, seja mundano
aos poucos se vai,
sem perceber se esvai.
Risca falhando,
não volta mais,
ultimos suspiros,
se acaba.
Deixa a palavra pela metade
ou faltando o ponto final.
Às vezes de uma só vez em um borrão,
se acaba.
Escrevem cartas de despedida
ou secam sem serem usadas.
Assim como o poeta,
divagam.
A minha hoje nada!
Só falha e folha rasgada.
Fábio Zündler
10/11/10
2 comentários:
Legal – Tristeza e melancolia por vivermos num mundo de demente. Depressiva.
Muito bem Fabyto... Sensacional! Um abração amigo. Poeta Marcelo Menezes ou D12, hahaha...
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