Há 2 semanas
De encontro ao inferno
Eu saio chapado pela cidade
pego meu carro e vou na contra mão,
vejo a morte vindo em minha direção,
pede carona, entra em meu carro
e bota a foice em meu coração.
Ela grita em silencio , um mau-humor
violento que penetra direto em minha mente.
Para dirigir está uma merda
nessa cidade iluminada,
meus olhos estão roxo,
minhas pernas blocos de pedra,
estou definhando,
sinto a besta me chamando,
seu enxofre invadindo meus pulmões.
Minha liberdade não tenho mais,
estou preso nas ferragens do meu opalão,
estou me debatendo,
enfim, a morte finca a foice em meu coração.
Está chovendo sobre mim,
isso não faz diferença
agora sou uma cria do demônio ,
não tenho memória,
estou vivendo em uma caverna mental
jogando fora minhas emoções
em um solene inferno,
onde o DNA infectado com o sangue bestial
esta nas paredes do purgatório.
Fábio Zündler
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